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segunda-feira, 20 de maio de 2013

são muito fraquinhos! eh eh eh!



Cheios de fome de caracóis.


O meu amigo poveiro laranja vai-me desculpar por eu dizer isto, mas digo-o com a sinceridade, a honestidade, a frontalidade e a idade que me caracterizam:

Às vezes há coisas na Póvoa de Varzim que é até melhor que nem andem para a frente, e já vou explicar porquê.

O meu amigo lembra-se que as obras no Garrett nunca mais arrancavam. E quando chovia os caracóis invadiam o passeio e a estrada e era o fim do mundo de caracolada. Pois bem, repare agora nesta notícia:


Que avisassem que nós esperávamos mais uns meses antes de arrancar com as obras e fornecíamos caracóis a dar com pau, rapaz. Não sabem. Metem-se a organizar estas coisas e depois dá barraca. Faltam caracóis, falta vinho, falta cerveja. Não sabem organizar festivais. Festival de caracóis, eh eh eh! Daqui a pouco aparece Freixo de Espada à Cinta a organizar o Festival das Minhocas ou o carago, sei lá. É cada um que aparece por aqui. Se fosse para trabalhar não ia ninguém.

Aires, olha o que eu te digo: organiza um Festival do Trabalho para ver se aparece alguém. Não aparece e ainda te dão uma polinheira por pensarem que estás no gozo, eh eh eh!


segunda-feira, 13 de maio de 2013

Chefs recebem turistas no Aeroporto de Faro


 Ainda se ri ela, com ar de safada




Eu pensei logo, amigos laranjas do nosso partido PSD, que era os chefes da polícia. Em Faro, Algarve, turistas, ladrões, é o que mais há e vai daí raciocinei com lógica. Afinal são chefs de cozinha. Até dá vontade de rir. Nós, poveiros laranjas do nosso partido PSD, rimos a valer com estas notícias. E às tantas os turistas embarcam neste embuste, nesta fantochada. Pelo menos eu vi-os na televisão: oh ai laike, oh je taime, oh me gustas tu. Inde-vos embora, vós nunca saistes da vossa terra.

Vejam o exemplo da Pòvoa de Varzim com um fim de semana em que o Passeio Alegre teve o cenário de tendas montadas pelo exército, que faz todo o sentido dado esta economia de guerra, como lhe chamou o João Bidú da Póvoa. E era ver a juventude a inscrever-se nos cursos de formação, e os militares a dar aulas de rapel, e a sopa dos pobres do Eng. Aires a sair das tendas para alimentar este povo faminto, e a música ao vivo com o Quilores a cantar: receba as flores que lhe dou,


Um espectáculo só ao alcance dos sortudos que nos visitam. E as televisões nem compareceram, nem fizeram reportagem, nem entrevistaram o Dr. Diamantino, ou a Drª Isilda. Nada. Andam a enganar os turistas em Faro!

segunda-feira, 22 de abril de 2013

miranda do douro num tem bacalhau, pá!


Amigos poveiros laranjas do nosso partido PSD temos que estar atentos a estas coisas, temos que reunir as tropas, temos que estar vigilantes. Eu vi-os no fim de semana passado, eu vi-os às centenas a comer bacalhau na nossa Póvoa de Varzim. Eles vêm aqui comer e depois fazem festivais na terra deles com as receitas que pedem nos nossos restaurantes.
Por onde anda o Aires pá? A última vez que o vi estava em Braga a promover a sopa dos pobres poveira. 



Aires põe-te fino! Tens que pôr a tua polícia municipal a vigiar os restaurantes poveiros nos fins de semana. É aí que tudo acontece. Eles nem bacalhau têm! Como é que podem fazer um festival do bacalhau?
Quero deixar aqui um aviso a todos os glutões: cuidado a ir para Miranda do Douro porque podem perder-se na estrada e ir parar a Miranda do Corvo. Ah, pois é. Depois chegam lá e perguntam: onde é o Festival do Bacalhau? E eles no gozo: olha outro que já está entornado. Cuidado!

quarta-feira, 13 de março de 2013

festival do chocolate, oh inde-vos embora!


Há cada uma, amigos poveiros laranjas do nosso partido PSD! Estes tipos não sabem o que hão-de organizar. Vêm grandes cidades como a Póvoa de Varzim cheia de eventos todo o ano e depois querem fazer frente e falham redondamente. Oh pá, perguntai ao poeta manquinho como se organiza um festival. Então é assim: compram chouriços e presuntos no Pingo Doce e queijo no Continente, vão ao Lidl e compram tabeletes de chocolate e depois roubam uns vídeos dos festivais de chocolate na Suiça e mandam para as televisões e dizem que é um Festival do Chocolate. Inde-vos embora! Nós que somos do nosso partido PSD não organizamos um Festival do Chocolate porque não queremos. Para quê? para encher ainda mais a cidade? Livra! Depois dizem que Óbidos tem um castelo e não sei mais o quê. Nós temos uma Fortaleza que ainda é melhor e mais caro.
Só digo uma coisa: depois queixai-vos que tendes colesterol!

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

ninguém sabe onde fica miranda do douro, pá!


Tendes uma Confraria? Pois num tendes, é o que apetece dizer, amigos poveiros laranjas do nosso partido PSD. Este fim de semana decorreu em Miranda do Douro (quem?) o Festival da Posta Mirandesa. Grande coisa! Nós na Póvoa de Varzim, fruto do trabalho do nosso partido PSD, o que temos mais é festivais. E digo-vos com toda a franqueza e lealdade: vendemos festivais para todo o mundo. Exportamos festivais, equilibramos as finanças com festivais, criamos emprego com festivais, a própria cidade já é um festival. E só não sabe isso que não vem aos festivais. É o da sardinha, é o da cavala, é o da pescada, é o da rabanada, é o do marisco, é o do porco assado, é o do emigrante, é o do folclore, é o dos livros, que neste caso se chama feira, se bem que entre feira e festival a diferença está no número de letras. Isto é que é uma cidade. Tendes praia?

terça-feira, 16 de outubro de 2012

agora é o porto a roubar ideias

Olha pra este prato! Isto até faz mal ao figado.
Há umas semanas o amigo poveiro laranja lembra-se quando eu expressei aqui a minha revolta por estarem a roubar as ideias do Dr. Afonso Oliveira, sem ele se poder defender, sem ele poder responder, sem ele poder contra-atacar. Todos me deram razão quando eu aqui escrevi sobre a infâmia que Lisboa programou contra a nossa Póvoa. Pois agora é o Porto que vem com a mesma partida de mau gosto. O Carnaval é em Fevereiro pá, digo eu. Quereis ideias? Comprai-as.

Veja a notícia amigo poveiro laranja do nosso partido PSD:

Ai já se pode reservar? Tende vergonha pá! Quando é a nossa inciativa dos Sabores Poveiros nunca vi o jornal Público dar voz à nossa cidade, mas agora com uma coisinha de nada fazem manchete em tudo o que é rádio e televisão escrita e falada, digo eu.
Aires pá, temos que agendar uma vingança: vamos organizar um grande magusto com os velhinhos da cidade e das freguesias, a um euro por pessoa, pedimos ao Paulino para arranjar o vinho e as castanhas o comilão Ramalho que as traga de Cabeceiras de Basto. Pomos música gravada e convidamos o jornal Público para vir assistir. Malandros!

terça-feira, 25 de setembro de 2012

lisboa é muito fraquinha

Os séculos já nos habituaram a estas injustiças, as injustiças dos homens, as injustiças das mulheres também, digo eu. Aqueles que na sua época demonstraram trabalho de qualidade acima da média raramente são reconhecidos e admirados. São preciso anos, décadas, séculos para ver esse reconhecimento.

Vem esta introdução, amigo leitor laranja do nosso partido PSD, a propósito do trabalho que esse vereador laranja, o Afonso Oliveira que com todo o mérito é agora deputado da nação, fez relativamente à culinária poveira que é hoje mundialmente reconhecida. Basta lembrar como a pescada e a rabanada poveiras são conhecidas no Brasil e na China. Eu tenho memória e lembro de ler semanalmente os pratos que os restaurantes poveiros confeccionavam para todos, sem excepção. E quem recomendava esses pratos? Era o Afonso Oliveira, meu amigo laranja.

Ainda me lembro o suspense nos restaurantes:

Patrão o que vai ser esta semana?

Peraí que deve tar a chegar o fax. Olha já tá a sair.

O que diz patrão?

RAJÕES

Agora veio aquele Costa de Lisboa, do partido do Sócrates, fazer uma coisa igual, quer dizer, igual não é porque aqui na Póvoa é tudo feito com originalidade. Ora vejam:

Lisboa Restaurant Week: Cozinha de autor a 20 euros!


Cozinha de autor. Vê-se mesmo que estes tipos não percebem nada disto. E depois custa 20 euros. Francamente, para custar 20 euros é porque não vale nadinha. Oh pá, eu já estou farto de avisar:

VINDE À PÓVOA VER COMO SE FAZ!

terça-feira, 11 de setembro de 2012

ide chamar philantra a outro!

Nem queria acreditar no que via espalhado pela nossa querida cidade laranja da Póvoa de Varzim: cartazes por todo o lado a chamar PHILANTRA. Parecia aquele moço da rua da Junqueira que põe sempre uns cartazes na porta, em frente à ourivesaria Milhazes, a chamar nomes ao Aires e ao Macedo, que eu não sei quem são. Outro dia um dizia assim:
 
AIRES VIEIRA TRATA DAS DÍVIDAS, DEIXA OS CÃES EM PAZ
 
Este Aires Vieira deve ser de alguma Câmara aí do Norte. Só pode ser. Ele não tinha coragem de se meter com os nossos autarcas laranjas. Levava uma polinheira que nem se endireitava, digo eu.
 
Pelos vistos este Philantra, descobri mais tarde, é um  Festival de Arte Independente. E aqui é que eu me enraiveci. Na Póvoa de Varzim não há nada independente, ouvistes pá? Independente de quê? Independente de quem? Estes gajos estão a abusar da nossa paciência laranja, que é o mesmo que dizer da paciência do nosso partido PSD.
 
Aires tens que tomar medidas para acabar com esta independência!

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

edimburgo é muito fraquinha


Até parece o Varazim Teatro


Não tiveram coragem de chamar Correntes D'escritas de Edimburgo e agora vêm mentir a dizer que o Festival já existe desde 1947. Que mentirosos pá! Estes escoceses desde que começaram a usar saias viu-se-lhes as cuecas. E é bem feito por faltarem ao respeito ao Dr. Luís Diamantino, organizador principal, a par da mulher XXL, do nosso Correntes D'escritas poveiro, esse sim a receber mais de um milhão de pessoas. É que nem convidaram o homem para ir ao Festival e quiçá estabelecer uma parceria para o futuro, sim porque estes escoceses estão muito verdes a organizar festivais. Falai com o poeta manquinho pá, que ele diz-vos como se faz. Serralves existe porquê? Porque foi a Póvoa que trouxe cá uma representação e deu nome aquilo. Querem comparar Serralves com Edimburgo? Isso seria como comparar o Porto com o Celtic. Até me perdi agora.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

é muita fartura a mais!

Os poveiros laranjas do nosso partido PSD e os laranjas de fora já perceberam que a Póvoa de Varzim é, no mês de Agosto, a capital dos espectáculos de qualidade. Começou com os ginásios, passou para o Festival do Emigrante e culminou na passada sexta-feira com a actuação dos Xutos e Pontapés e da famíla Malhoa, o José, a Ana e a India. Foi um fartote de espectáculos. O problema é que os espectadores dos Xutos pensavam que era na Praça de Touros e para lá se deslocaram e os fans dos Malhoas pensavam que era no estádio do Varzim. Confusão geral. Ia havendo porrada entre uns e outros, se bem que os dos Xutos todos vestidos de preto metiam mais medo. No final ficaram todos amigos e está prometido que Xutos e Malhoas actuaram juntos para o ano. Que sexta-feira louca!

terça-feira, 7 de agosto de 2012

aires tens que tomar medidas

As coisas não podem continuar como estão. O nosso partido PSD corre sérios riscos de perder as próximas eleições autárquicas. O Eng. Aires Pereira tem que estar atento ao que eu escrevo aqui e tomar medidas drásticas. Vejamos alguns exemplos:

1- FESTIVAL DO EMIGRANTE

Tornou-se claro que a nossa Câmara do nosso partido PSD deixou caír o Festival do Emigrante, uma organização das Tricanas Poveiras. Depois de no ano passado ter sido varrido para a esplanada do Carvalhido, retirando-lhe a dignidade de actuar no Largo do Passeio Alegre, lugar para qualquer bicho careta, o Festival do Emigrante realizou-se no Sábado à tarde, perante cerca de duas dezenas de pessoas. É muito pouco. Mais, diria que é o fim deste festival. Os seus mentores têm que repensar se vale a pena continuar a apostar neste esquema.

2- FEIRA DAS SALADAS

Li algures que estiveram milhares de pessoas neste louvável certâme. Pura mentira. Aliás, a escolha do local foi infeliz, dado que ainda não existe uma cultura de frequência da Praça do Almada. Bastou passar na sexta-feira ao fim da tarde e ver aquilo às moscas. Para piorar a situação, os seus mentores colocaram música em sons altíssimos, julgo que para captar clientela. Esta era uma inciativa para o Passeio Alegre.

3- FEIRA DO LIVRO

Continua penosamente a Feira do Livro da Póvoa de Varzim, sempre com escasso número de visitantes. Lá para o dia 15 de Agosto vamos ouvir os livreiros dizer que foi a crise, foi o tempo que não ajudou, foi o barulho dos espectáculos que incomodavam os leitores, enfim, sempre uma desculpa para um fracasso que se vem repetindo de ano para ano.

Aires tens que tomar medidas!

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

a póvoa de varzim é a capital das saladas

Depois de já ter sido considerada a capital do turismo de qualidade, a capital do desporto, a capital radical, a capital das exposições, a capital do BTT e mais que nem me lembro, eis que este fim de semana a Póvoa de Varzim vai ser a capital das saladas. Qual Michael Phelps, qual Lopes de Castro, qual Rasputine do CDP. Vai ser salada de alface, salada de tomate, salada de agriões e outras coisas que não posso dizer. É a Póvoa de Varzim a recuperar a forma e a tentar fugir à crise. A ideia foi minha e apresentei-a ao Eng. Aires Pereira que a achou boa e pôs em prática. O nosso partido PSD está de parabéns. Todos a visitar a Praça do Almada, esse centro histórico da cidade e comer uma salada de atum. Ver programa.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

maldição, fui traído!

Os poveiros laranjas do nosso partido PSD sabem que eu tenho primado por apresentar ideias inovadoras, ideias que dinamizem o turismo na Pòvoa, ideias que façam atrair investimento para a cidade. Muito do que a Póvoa de Varzim é neste momento deve-o a mim. Mas ninguém reconhece o meu trabalho, anda tudo calado, tudo amedrontado. Vem isto a propósito da 2ª Mostra de Associações que é nem mais nem menos do que o seguimento da Mostra de Solidariedade do passado fim de semana, em que são as associações que a expõem a sua solidariedade. Maravilha, não é? E neste capítulo de promover a imagem da cidade eu tenho sido incansável, é a rabanada, é a pescada, é o porco assado, tudo símbolos ligados à história e gastronomia típica da cidade, como todos sabem.
Pois nesta Segunda Mostra, que vai decorrer este fim de semana no Passeio Alegre, o porco assado foi excluído do menu, graças a uns tipos que se revoltaram contra o porco. É que segundo ouvi dizer o motard que se encarregava de trazer o porco ao lombo zangou-se com os outros, os quais por serem fraquinhos de ideias, vão substtituir o porco assado por Picanha e Gambas na Chapa. Bandidos que nem avisaram um homem. Tende respeito pelo porco pá! E a Câmara não tem nada a dizer sobre esta alteração? Não comparecem à Assembleia do Varzim, substituem o porco, enfim. Onde vai este meu partido PSD?

terça-feira, 24 de julho de 2012

foi mais uma exposição de solidariedade!

A Póvoa de Varzim é a única cidade do mundo em que se expõe a solidariedade e não se pense que ninguém quer saber, pois garanto-vos que são aos milhares os visitantes para ver a solidariedade na Póvoa. Ninguém sabe muito bem o que é isso, a não ser nós elementos do nosso partido PSD: ganhar votos nas autárquicas. Mas o povo gosta, o povo admira, o povo entusiasma-se. Este ano o evento decorreu como no ano passado, o qual já havia decorrrido como no ano anterior. O único senão foi que o comilão Ramalho no ano passado discursou às 16h30m e este ano às 16h35m, o que me levou a perder 5 minutos do seu discurso. Diz quem ouviu que chorou até às lágrimas. À noite houve danças e cantares, cujo ponto alto foi a actuação do emplastro que se encontrava na Póvoa, porque pensou que o Porto jogava. Para o ano há mais, basta ver a programação deste ano.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

são muito fraquinhos!

Os poveiros laranjas do nosso partido PSD já sabem: a Póvoa de Varzim é a capital dos Festivais. É o festival da sardinha, é o festival da pescada, é o festival da rabanada, é o festival do emigrante. É festival que nunca mais acaba e digo-vos mais: só não vai a esses festivais quem não quer. Eles estão aí para todos verem. De formas que agora surgiu uma moda de organizar festivais, tudo cópia dos festivais poveiros. O último é este Festival do Anho assado no forno de Baião (onde é que isso fica?). ora veja a notícia amigo poveiro laranja:

Nos próximos dias 27, 28 e 29 de julho 2012, vai se realizar o Festival do Anho Assado e do Arroz do Forno 2012 em Baião. Como vem sendo tradição, trata-se de um festival que atrai milhares de visitantes à Vila de Baião, para apreciar e saborear a gastronomia baionense, nesta caso particular o prato mais típico da nossa terra o «Anho Assado com Arroz do Forno», assim como o nosso gostoso vinho verde.

Olhem como eles já têm a lengalenga do nosso partido PSD e do Sr. Eng. Aires Pereira: ""atrai milhares de visitantes". Só falta dizer que vai dinamizar o turismo local.

Só sabem copiar estes tipos e depois enganam o seu povo para dizer que organizam grandes coisas e tal só para ganhar votos.

Vinde ver o nosso festival do porco assado, para ver-des o que é um Festival! É melhor que a Quinta da Malafaia rapaz!

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

festival do emigrante na póvoa do varzim

O poeta Fernando Pereira, ladeado por Kadafe dos Pneus, explica em que consiste o Festival.


Desde que me mudei para Guimarães, por afazeres amorosos, já são duas as vezes em que me desloco à minha linda cidade da Póvoa do Varzim para assistir a eventos que não se realizam. Aconteceu com as inaugurações de S. Pedro, em que não houve nenhuma, e na semana passada com os concertos do Passeio Alegre em que vim no dia errado. Ate me apeteceu chorar. Fazer 42 quilómetros em vão é de arreliar qualquer um. Onde anda o Zé Laia? As obras na cidade que não existem? O pulsar da economia. Valha-me nossa senhora que um amigo me indicou o Festival do Emigrante, organização do rancho do Cidral com o apoio da nossa Câmara liderada por esse ícone dos ditadores fascistas, Zé Laia, a ter lugar no próximo Sábado à noite, dia 7 de Agosto, no Largo do Passeio Alegre.
É com ansiedade que vejo a aproximação do dia em que o maestro Fernando Pereira, secundado pelo violinista Tiago Pereira que por acaso é seu filho, apresentará uma série de espectáculos sob o signo da saudade de ser português, poveiro e parolo. De facto, involuntariamente, o Festival é uma forma musical de chamar parolo aos emigrantes que nos visitam e esse é motivo mais do que suficiente para que todos os poveiros assistam em directo aos maus tratos a que aqueles estarão sujeitos. Coitado de quem é emigrante!