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segunda-feira, 22 de outubro de 2012

como eles copiam sem vergonha

Nem queria acreditar quando ouvi a notícia, amigos poveiros laranjas do nosso partido PSD:
 
 
 
Estes brasileiros não sabem o que fazer a nível literário e cultural e então copiam as ideias do Dr. Luís Diamantino, o vereador poveiro que fez da cidade a Capital Mundial dos Livros, quer através do famoso Correntes D'escritas, quer pelos escritores que vêm cá lançar os seus livros.
 
Nem sequer uma referência ao mentor desta ideia, nem sequer um obrigado, e pior ainda, nem sequer o convidaram para a mesa de honra, ele que através dos nossos impostos andou a pagar viagens a colombianos, a venezuelanos, a brasileiros, a espanhois, a uruguaios e até a cubanos
 
Mas não faz mal: cá se fazem, cá se pagam.
 
Em jeito de solidariedade quero dizer o seguinte ao Dr. Luís Diamantino, apenas para o animar:
 
NATAL É QUANDO UM HOMEM QUISER! Já dizia o poeta.

terça-feira, 20 de março de 2012

correntes d'escritas da madeira

É verdade amigo poveiro laranja do nosso partido PSD. A Madeira também tem um Correntes D'escritas. E pergunta o meu amigo: e chama-se Correntes D'escritas? Não amigo. Também era o cúmulo. Chama-se muito apropriadamente, digo eu, Festival Literário do Alberto João Jardim. Estou a brincar amigo poveiro, estou a brincar. O Festival chama-se isso mesmo, Festival Literário da Madeira e vai ter lugar entre o dia 15 e o dia 18 de Março, ou seja, já teve lugar. O programador do Festival, o Luís Diamantino da Madeira, disse:

Paulo Ferreira recorda com carinho a primeira edição do Festival Literário da Madeira (FLM), «a alegria de ver crianças sentadas no chão da sala a ouvir escritores que, quando tocou o toque para a saída permaneceram imóveis».

Olha como ele já a aprendeu toda, a lengalenga, das criancinhas e dos avozinhos. Ao menos dizias que tinha sido eu o autor dessas linhas sobre as escolas e as criancinhas. Mas tu cospes no prato que comes. O que te safa é seres laranja como eu, senão eu denunciava-te à Sociedade Portuguesa de Autores.
Entretanto, como grande parte da população madeirense está com graves dificuldades financeiras, João Jardim está a preparar, no âmbito do Festival, uma refeição com sopa de letras, como convém.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

correntes d'escritas esgotou a póvoa de varzim

Eu já tinha dito e avisado: a Póvoa em Fevereiro é a capital dos livros. Pode não ser da cultura, mas dos livros é. E quando é dos livros também é da cultura, sou eu a dizer. O passado fim-de-semana foi fértil em acontecimentos cuturais: aconteceu o Corrente D'Escritas, esse encontro de escritores de expressão ibérica. E não digam que foi um fracasso, porque só diz isso quem não vai lá. E eu fui. Centenas de escritores e seus fans, que vieram aos milhares à cidade, encheram os hoteis e os restaurantes e consumiram no nosso comércio, sim o nosso comércio que é conhecido por ser tradicional, ao contrário das grandes superfícies, locais do novo riquismo que se instalou na sociedade portuguesa. Mas o que mais me impressionou, amigo poveiro laranja do nosso partido PSD, foi ver as criancinhas a ler na rua os livros dos escritores. Em cada esquina, em cada porta, na escadaria das igrejas, juntavam-se aos magotes, às dezenas, a recitar poesia, a ler o livro do Rubem Fonseca que se emocionou e emocionou a plateia, acabando tudo a chorar. Tal como o Carnaval do Rio, Luís Diamantino, o vereador responsável, já está a preparar a edição de 2013. Mote: contra a crise!

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

que capital da cultura pá?

Às vezes fico com pena destas gentes de Guimarães que ultimamente têm sido enganados, diria mais, ludibriados por estes intelectuais de esquerda que resolveram apelidar a cidade de Capital da Cultura. Memória curta, dirão os poveiros em geral, falta de inteligência, dirão os poveiros em particular. E não é para menos, amigos poveiros laranjas, não é para menos. É já em Fevereiro, se Deus quiser, que terá lugar o maior e melhor evento cultural do país, a seguir ao Encontro da Paz, que é o Correntes D'escritas, uma organização do Sr. Dr. Luís Diamantino. E os mais ignorantes perguntarão: e o que é que acontece no Correntes D'escritas?

Eu respondo com sinceridade e saber: acontece tudo. É música dos Andes, é livros na Biblioteca e fora dela, é os meninos a irem com os seus avós ler para o Parque da Cidade, é os professores a ensinar aos seus alunos quem foi Almeida Garrett, o do cine-teatro, é restaurantes cheios, é hoteis lotados, é milhares de pessoas a visitar o comércio tradicional que tão inteligentemente tem sido promovido pelo Presidente da Associação Empresarial, Gomes Alves, é no fundo o nome da Póvoa levado ao mais alto patamar.

Mas disso as televisões não falam. É uma injustiça. Por esse motivo há quem diga que o Dr. Luís Diamantino é o Calimero da cultura.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

correntes d'escritas com data marcada

É verdade amigo bombeiro do PSD, está garantido o Correntes para 2012. Esta é uma notícia que deve alegrar todos os poveiros, os que são por nós e até os que são contra nós e passo a explicar porquê. Tal como as barracas da praia no Verão que dão sustento a muitas famílias poveiras que de outra forma se viam lançadas para a miséria social e humana, o Correntes D'escritas digamos que é assim como as barracas de Inverno, do General Inverno, como eu gosto de chamar, carago, que lhe tenho um respeitinho que Deus me livre! E nota-se às claras e às evidências que o Inverno sem Correntes seria um Inverno triste, um Inverno cinzento, um Inverno sem sal e pimenta. São aos milhares as pessoas que invadem a cidade, com as ruas repletas de alegria, com poesia, teatro, marionetas e até música, pasme-se amigo Bombeiro!, música, música para todos os gostos e feitios que muitos até pensam que é o Festival de Músicas do Mar que muito deu que falar. Há muito malandro que anda à boa vida e que passa a vida nos cafés a dizer mal dos nossos governantes que diz que a Câmara Municipal, na pessoa do seu Presidente, o Sr. Dr. Macedo Vieira, gasta muito dinheiro com o Correntes, servindo-se do site da despesa pública para retirar argumentos, falsos na maioria dos casos e nos restantes também. Para o Correntes de 2011 foi paga à Agência Castro o valor de 12 628,66 € para passagens aéreas para os escritores, dizendo os tais do costume que é um exagero. O meu amigo Bombeiro veja aqui. E o mesmo se diga dos 18 423,84 € pagos ao Axis Vermar Hotel, como pode ver aqui. Ai, quer dizer, o homem vai para Toronto e é porque vai para Toronto, os homens vêm à Póvoa e ai que Deus rei porque vêm para a Póvoa. Ide trabalhar pá! O que é 12 628 mais 18 423 Euros comparado com o TGV que o Sócrates queria construir? E comparado com o novo aeroporto? Não é nada. E o retorno que a Póvoa tem a nível de turismo compensa largamente os gastos. Reparem nos restaurantes cheios por altura do Correntes, nos hoteis esgotados, no comércio tradicional muito mais animado e o poveiro mais alegre e divertido do que nunca. As crianças a lerem na rua os livros dos escritores, os professores a acompanharem e as livrarias a agradecerem. Deixem de ser velhinhos do Restelo pá!