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terça-feira, 19 de abril de 2011

coristas


É assinado um protocolo com o Clube Desportivo da Póvoa e vem logo o agente técnico Aires Pereira, o denominado Rei das Lombas, dizer que “é um esforço da nossa parte em tempos difíceis”. A Câmara apoia os Bombeiros com 90 mil euros e que vem dizer Rui Coelho, o Presidente? “Reconhecemos o esforço que a Câmara faz para manter o protocolo… …”. Mas o que é isto? É algum coro ou quê? Que esforço é que a Câmara faz se está a utilizar o dinheiro dos contribuintes? Quem pensam estes tipos que enganam?

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

aguçadoura e sempre aguçadoura


"A EDP pretende instalar no mar de Aguçadoura um projecto inovador de aproveitamento energético. Trata-se de um torre eólica que irá flutuar no oceano, a cinco quilómetros da costa, e será activada pela força do vento para produzir energia."

Aqui está uma excelente notícia para o concelho da Póvoa de Varzim. Há muito que as nossas gentes ansiavam por algo semelhante, uma torre eólica que muitas carências vem colmatar nesse capítulo, não é?

Vamos todos torcer para que o Dr. Macedo Vieira tenha sucesso desta vez, no seguimento dos falhanços com a água quente na praia do Hotel Vermar e com os pelamis do grego serpente, eh eh eh!, de 2008 e que muita energia produziram mas ninguém a viu.

Proponho, desde já, a criação de um cordão humano e o apelo aos Deuses para que tudo corra bem e o autarca possa reclamar junto das gerações vindouras um único sucesso nos seus 20 anos de carreira política.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

se eu fosse... ...


Se eu fosse Presidente da Câmara há 17 anos não me escondia dos conterrâneos, caminhava nas ruas tranquilamente, conversava e preocupava-me com os problemas deles. Seria, com toda a certeza, a figura mais querida e popular da cidade.


Se eu fosse Presidente da Câmara há 17 anos sofreria se soubesse que alguma família procurava comida no contentor do Pingo Doce, no dia 23 de Dezembro de 2010, à noite. Não descansaria enquanto não visse os problemas financeiros dessa e de muitas outras famílias resolvidos.


Se eu fosse Presidente da Câmara há 17 anos e visse os meus vereadores a serem julgados por um crime cometido no âmbito das suas funções na autarquia, eu assumiria as minhas responsabilidades perante o Tribunal. Não seria capaz de cobardemente me esconder atrás de uma capa falsa de que desconhecia porque não estava cá.


Se eu fosse Presidente da Câmara há 17 anos não teria problemas em passear com o meu Porsche. Seria um claro sinal de que tinha dinheiro para o comprar. Não o conduziria escondido. Não iria com ele para Espanha.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

conto de natal


D. Fufa, esposa de um conhecido e abastado empresário local, era uma mulher sempre disponível para a solidariedade. Os valores que lhe eram incutidos pelo padre da Paróquia, que frequentava diariamente, eram concretizados junto dos mais necessitados. D. Fufa, porém, era também a melhor e mais implacável conselheira do marido, no que à questão dos Recursos Humanos dizia respeito.

Oh filha estou com um problema com uma funcionária que está grávida e quer licença de parto.

Oh mor manda-a para o desemprego. É simples. Respondia D. Fufa com o tom de voz autoritário.

D. Fufa presidia também a uma instituição de solidariedade social, a qual era aproveitada pelo marido para, de uma forma desinteressada, entregar donativos em dinheiro que eram retribuídos com recibos em valor muito superior, aproveitando dessa forma para pagar menos impostos ou deles fugir.

Mas D. Fufa praticava o bem. Distribuía todo o tipo de ajuda, menos dinheiro, claro, pelos mais necessitados por quem ela nutria imenso carinho, porque eram necessitados e, coitados, precisavam da solidariedade dos mais abastados, como ela.

Um qualquer dia compareceu na IPSS a que presidia a tal funcionária da empresa do marido que fora enviada para o desemprego, apenas porque estava grávida. Já com o bebé no colo necessitava de bens alimentares e roupa, dado que o infortúnio e a terrível crise económica haviam proporcionado ao marido a mesma sorte.

À noite enquanto o marido vestia as ceroulas D. Fufa exclamou:

Sabes mor, esteve lá aquela funcionária que tu despediste por causa da gravidez. Ai meu Deus, tive muita peninha dela.